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30 anos após a lei uruguaia de caducidade, o que é que devemos comemorar e como?

Ana Buriano, Silvia Dutrénit

Autor
Ana Buriano, Silvia Dutrénit
Revista
Antíteses
Edição
10 / 19
Ano
2017
DOI
10.5433/1984-3356.2017v10n19p351
Páginas
351-375
Idioma
es
2017Ana Buriano, Silvia Dutrénit. 30 anos após a lei uruguaia de caducidade, o que é que devemos comemorar e como?. Antíteses, v. 10, n. 19, p. 351-375, 2017.2

Três décadas após a aprovação da Lei 15.848, o que impediu a aplicação da justiça; este artigo se propõe rever a questão a partir de um presente comemorativo, marcado pela distância de uma geração cronológica diferente na concepção clássica “Orteguiana”. Para isso delimitamos duas questões que consideramos centrais: o discurso político oscilante dos gestores da lei e, uma batalha discursiva e memorista errática conduzida pela esquerda, que para além de tudo, também é atravessada por sua chegada ao governo. Trinta anos mais tarde, quando uma nova geração surge, uma "cultura de impunidade" está consolidada, não como um remanescente de transição, mas, outro sim, como um componente orgânico do fundo cultural de hoje. Nas suas mãos fica a retomada, reapropriação e releitura do passado que não se conseguiu depurar. Essas variáveis convergiram para consolidar o silêncio dos responsáveis e afirmam o seu "esprit de corps".