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A admiração filosófica pelo suicídio em Montaigne

ANA PAULA MANOEL FELIPE

Autor
ANA PAULA MANOEL FELIPE
Revista
Revista DIAPHONÍA
Edição
10 / 1
Ano
2024
DOI
10.48075/rd.v10i1.32910
Páginas
25-38
Idioma
pt
2024ANA PAULA MANOEL FELIPE. A admiração filosófica pelo suicídio em Montaigne. Revista DIAPHONÍA, v. 10, n. 1, p. 25-38, 2024.3

Este texto visa apresentar as ideias de Montaigne acerca do suicídio no ensaio 3 do livro II de Os Ensaios. O texto aborda a relevante influência de Sêneca e faz relações com argumentos usados por Schopenhauer em favor da morte voluntária. Montaigne se ocupa em refletir e analisar argumentos a favor e contra o suicídio, em determinados casos expressa uma certa admiração filosófica inspirada pela morte voluntária, ao mesmo tempo sugere que existem casos em que motivações levianas resultam em mortes vãs. De acordo com isso, a morte não é encarada absolutamente como um mal que deve ser evitado a todo custo, pois o suicídio pode ser considerado uma libertação dos males que a existência impõe ao ser humano dos quais ele não está mais disposto a suportar. Por fim, defendo que por mais que Montaigne não concorde com a morte voluntária por motivações levianas, penso que o autor é um defensor da liberdade individual de cometer suicídio.