A antinomia da faculdade de julgar teleológica na terceira crítica de Kant
RENATO VALOIS CORDEIRO
- Autor
- RENATO VALOIS CORDEIRO
- Orientador(a)
- GUIDO ANTONIO DE ALMEIDA
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2007
O trabalho estuda uma parte da """"Dialética da Faculdade de Julgar Teleológica"""", presente na terceira Crítica de Kant. O estudo trata da suposta contradição entre os princípios que estão na base das explicações mecânica e finalista da natureza. Segundo a interpretação defendida na tese, esse conflito não é, contudo, evidente, pois na """"Segunda Analogia"""" Kant havia provado que o princípio da causalidade natural deve ser visto como um princípio do entendimento que constitui a experiência. Nesse sentido, um dos objetivos centrais do trabalho é defender a tese de que o princípio da causalidade mecânica presente na antinomia é introduzido como uma aplicação possível de um princípio próprio da faculdade de julgar para a sistematização empírica da natureza. Por esta razão, portanto, ele não pode ser assimilado ao princípio da """"Segunda Analogia"""". Além disso, tenta-se também defender a tese de que a apresentação formal da antinomia não traz propriamente consigo nenhum conflito, mas sim adianta a solução de uma possível e autêntica oposição na esfera da especulação dogmática - por sinal, uma oposição que não se distingue essencialmente daquelas identificadas nas antinomias da primeira Crítica. Tal solução é baseada na aplicação do conceito de máxima.
