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Teses

A aporia do sujeito em Lacan

ALEXANDRE SIMÕES RIBEIRO

Tese
Autor
ALEXANDRE SIMÕES RIBEIRO
Orientador(a)
WALTER JOSÉ EVANGELISTA
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS — UFMG
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2002
2002ALEXANDRE SIMÕES RIBEIRO. A aporia do sujeito em Lacan. 2002. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, MG. Orientador(a): WALTER JOSÉ EVANGELISTA.2

No intervalo que vai de 1953 a 1960, Jacques Lacan empreende as bases de seu """"retorno a Freud"""", almejando se contrapor aquilo que de mais estranho poderia haver para a Psicanálise: a objetivação. Para isso, um conceito se lhe apresenta como de fundamental importância: o conceito de sujeito. Naquele momento, vemos a gradual elaboração de sua ambiência e, por fim, o estabelecimento de sua relação cada vez mais próxima com aquilo que lhe dá uma espécie de determinação: o significante (sempre apreendido em seu remetimento a outro significante). É daí, dessa relação, que o conceito de sujeito mostra a sua especificidade e, inclusive, seu aspecto original. É aí, por fim, que o compreendemos como o índice de uma aporia: ele se determina enquanto não cedendo a nenhuma determinação, se localiza enquanto não se atendo a nenhum lugar, se detém enquanto não interrompe sua trilha. É sua evanescente marca, a sua essencial fugacidade que visualizamos na fórmula lacaniana: """"terei sido para aquilo em que me estou transformando"""".