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A ascese do Banquete e os limites da filosofia

Matheus Abreu Pamplona

Autor
Matheus Abreu Pamplona
Revista
Princípios: Revista de Filosofia (UFRN)
Edição
27 / 54
Ano
2020
DOI
10.21680/1983-2109.2020v27n54ID19057
Páginas
157-190
Idioma
pt
2020Matheus Abreu Pamplona. A ascese do Banquete e os limites da filosofia. Princípios: Revista de Filosofia (UFRN), v. 27, n. 54, p. 157-190, 2020.3

Neste artigo, apresentarei todos os passos da ascese dialética do Banquete (210a-212b) com o intuito de defender que, ao contrário do que comumente vemos ser defendido pela maior parte dos intérpretes deste diálogo platônico, o télos da scala amoris, ao invés de se constituir como algo plenamente alcançável àqueles que até ali ascenderam, apresenta-se, na verdade, como um limite às capacidades humanas. O filósofo, na leitura por mim adotada, não seria aquele que pacificamente galgou os degraus da ascese dialética e ao fim de seus esforços entrou em comunhão com a Forma do belo, mas aquele que, precisamente por conhecer os limites de suas capacidades, reconhece até onde pode chegar em sua busca incessante pelo saber.