A AUTOBIOGRAFIA FILOSÓFICA EM JEAN-JACQUES ROUSSEAU E FRIEDRICH NIETZSCHE
Leonice da Conceição Pinheiro Silva, Flávio Luiz de Castro Freitas, Luciano da Silva Façanha
- Autor
- Leonice da Conceição Pinheiro Silva, Flávio Luiz de Castro Freitas, Luciano da Silva Façanha
- Revista
- Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
- Edição
- 23 / 1
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.21680/1984-3879.2023v23n1ID31421
- Páginas
- 58-71
- Idioma
- pt
O objetivo central deste trabalho consiste na investigação acerca da relação entre o pensamento filosófico e a escrita de si nos autores Jean-Jacques Rousseau e Friedrich Nietzsche. Para tal, analisam-se as seguintes obras centrais: “Os devaneios do caminhante solitário” (1782) de Rousseau, e o “Ecce Homo” (1888) de Nietzsche. Nas obras citadas percebe-se algo além de uma subjetividade individual, com diferentes nuances e objetivos, mas, a sagacidade de refletir no interior do discurso filosófico, questões sobre o Eu e o mundo exterior. Rousseau deixa-se arrastar pela corrente de sensações, recordações e imaginação, faz de seus devaneios uma técnica de vida e escrita. A busca pelo Eu, o isolamento, possui um rigor metódico, busca a verdade e transparência, onde a vida em sociedade não permite. Semelhantemente constituição paradoxal, ocorre com a autobiografia de Nietzsche, seus aforismos últimos, perpassam o caráter autobiográfico, eles são um trabalho genealógico onde ele analisa a sociedade a partir da escrita de si. Para o processo metodológico utilizou-se a pesquisa qualitativa e bibliográfica, prezou-se pela organização do discurso demonstrativo dos autores, quais suas ideias centrais acerca do referido debate e seus pressupostos.
