- Autor
- Natalia Costa Rugnitz
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 9 / 17
- Ano
- 2018
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2018v9n17p303-308
- Páginas
- 303-308
- Idioma
- pt
O texto que segue tem como objetivo ensaiar uma reconstrução dramática da Alegoria da Caverna, presente no sétimo livro da República de Platão. Proporemos uma divisão em três atos, sendo o primeiro composto pela descrição (i) do lugar da encenação como uma prisão e (ii) a condição das personagens como prisioneiros; o segundo, composto pela descrição (i) da instância de libertação de um dos cativos e (ii) dos avatares do caminho para fora da caverna por ele percorrido; o terceiro, composto pela descrição do processo que leva à volta à caverna. Proporemos, nesta base, um esboço do arco de transformação da personagem do prisioneiro liberado na sequência (i) prisioneiro, (ii) liberto, (iii) sujeito esclarecido, (iv) redentor e, finalmente, (v) mártir. Sugeriremos a existência de (i) dois pontos de giro da trama e (ii) dois deus ex machina, procurando destacar o caráter trágico da construção.
