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A compreensão de ‘exercícios espirituais’ em Pierre Hadot

Lucas Alves Nunes, Cesar Augusto Veras, Marcio Bogaz Trevizan

Autor
Lucas Alves Nunes, Cesar Augusto Veras, Marcio Bogaz Trevizan
Revista
Synesis (ISSN 1984-6754)
Edição
10 / 1
Ano
2018
Páginas
166-185
Idioma
pt
2018Lucas Alves Nunes, Cesar Augusto Veras, Marcio Bogaz Trevizan. A compreensão de ‘exercícios espirituais’ em Pierre Hadot. Synesis (ISSN 1984-6754), v. 10, n. 1, p. 166-185, 2018.1

O presente artigo tem como objetivo apresentar a compreensão de exercícios espirituais em Pierre Hadot e sua importância. Para dar conta do objeto proposto recorreremos à pesquisa bibliográfica e documental. No presente trabalho, destacamos que a definição de exercícios espirituais é complexa, como afirma o próprio autor. Segundo Hadot (2014), esse termo surgiu com os gregos antigos, e não com o cristianismo e está ligado a prática de cuidar de si. Segundo ele, os estoicos já possuíam o hábito de voltar-se para si e refletir a própria existência por meio de exercícios. Na busca de dar uma definição para a expressão ‘Exercícios espirituais’, Hadot (2014) em seus escritos, apresenta alguns motivos pelos quais escolheu o termo. Segundo ele, a leitura  da coletânea A Poesia como exercício espiritual, bem como o contato com a obra de Élisabeth Brisson, e com o livro de Paul Rabbow [Seelenführung. Methodik der Exerzitien in der Antike], lhe impulsionaram a entender a profundidade da expressão ‘Exercício Espiritual’, apesar desta não expressar a densidade da realidade experimentada na experiência de encontro consigo mesmo e com o mundo.