A compulsão à linguagem na psicanálise: teoria lacaniana e psicanálise pragmática
João José Rodrigues Lima de Almeida
- Autor
- João José Rodrigues Lima de Almeida
- Orientador(a)
- Osmyr Faria Gabbi Júnior
- Universidade
- UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2004
Este trabalho é uma exposição crítica de elos conceituais manifestos pela teoria de Lacan e pela psicanálise pragmática, esta última circunscrita a publicações de Marcia Cavell e de Jurandir Freire Costa. Sem descuidar a investigação exegética, pretende-se aqui apresentar uma visão panorâmica das composições conceituais e dos sentidos que adquirem as palavras no conjunto de cada prática teórica. As duas espécies de teorias psicanalíticas - aqui denominadas como """"psicanálises lingüísticas"""" - recorrem a certas concepções de linguagem como forma de resolução de problemas metafísicos e clínicos herdados da teoria de Freud. Seu comportamento, no entanto, é tratado como compulsivo, uma vez que essas práticas teóricas obedecem cega e inexoravelmente a um conjunto de técnicas e procedimentos incorporados à ação de sanear a velha teoria de impurezas conceituais. Como alternativa à concepção referencialista da linguagem, pressuposta por Freud, Lacan utilizou uma concepção idealista, e a psicanálise pragmática, uma concepção comportamental, para cumprir suas respectivas tarefas. O trabalho consiste em questionar a substancialização da linguagem, no caso de Lacan, e o desvio mentalista e mecanicista, no caso da psicanálise pragmática. Aparentemente, nada indica que a clínica necessitasse de tais supostos, nem que estas teorias não houvessem introduzido novos problemas metafísicos.
