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A concepção estética do pigmalião e os efeitos artísticos da mimesis no romance A Nova Heloísa
Luciano da Silva Façanha
Artigo
Ver fonte original- Autor
- Luciano da Silva Façanha
- Revista
- Argumentos - Revista de Filosofia
- Edição
- 8
- Ano
- 2012
- DOI
- 10.36517/arf.v4i8.19187
- Idioma
- pt
2012Luciano da Silva Façanha. A concepção estética do pigmalião e os efeitos artísticos da mimesis no romance A Nova Heloísa. Argumentos - Revista de Filosofia, n. 8, 2012.1
O presente artigo tem como objetivo evidenciar o aceno primoroso e fundamental que Rousseau faz à sua própria concepção estética, tão admirada pelos Pré-Românticos do Sturm und Drang. A “arte perfeita” que iria ser representada na cena Lírica do Pigmalião é prenunciada na Nova Heloísa com a revelação de dois enigmas: o segredo de fabricação dos vinhos e a feitura do mistério do bosque, explicação dos efeitos artísticos da mimesis rousseauniana, na qual a arte que será consumada torna-se novamente natureza, pois a natureza, sendo o “jardim artificial” ou “vinho”, não pode permanecer obra de arte, não pode simplesmente “parecer que é”, precisa “ser perfeita”, do contrário, já não é mais arte.
