- Autor
- PAULO RUDI SCHNEIDER
- Orientador(a)
- Ernildo Jacob Stein
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2005
A presente tese tem o intuito de indiciar a contradição da linguagem em suas duas dimensões à medida que a expõe como o fio condutor e critério para a compreensão da obra de Walter Benjamin, a fim de poder mostrar que ele por intermédio da mesma avalia grande parte das manifestações da cultura humana. A primeira delas é a concepção que dimensiona a linguagem como instrumento de sinalização de objetos fora da sua circunscrição e que o falante então aponta como se fosse separado de si mesmo, inaugurando, em intenção implícita, a subjetividade como fundante da totalidade do saber. A segunda caracteriza a linguagem enquanto intermitente expressão da própria totalidade que implícita e inevitavelmente sempre deve supor, sem poder nominá-la jamais. Qualquer intenção de fundamentação será simultaneamente acompanhada pela linguagem, que lhe antecede como âmbito de atividade e em que participa, mas o que está a esquecer na objetivação absoluta à base de pretensão de subjetividade enquanto princípio fundante.. A contradição da linguagem é o paradoxo da ambivalência em que o ser humano se encontra e que lhe possibilita a compreensão esquecida de si enquanto conhecimento objetivado, por um lado, e, por outro, também a compreensão enquanto recordação do encontro que já sempre é numa unidade total, que, porém, nunca poderá definir por explicações de causa e efeito, pois também elas mesmas já se dão na expressão de si mesmo na linguagem em ocorrência.
