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A CRÍTICA À SUPERSTIÇÃO NO PENSAMENTO DE PIERRE BAYLE

Marcelo de Sant’Anna Alves PRIMO

Autor
Marcelo de Sant’Anna Alves PRIMO
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
40 / 3
Ano
2017
DOI
10.1590/S0101-31732017000300008
Páginas
133-156
Idioma
pt
2017Marcelo de Sant’Anna Alves PRIMO. A CRÍTICA À SUPERSTIÇÃO NO PENSAMENTO DE PIERRE BAYLE. Trans/Form/Ação, v. 40, n. 3, p. 133-156, 2017.3

A superstição é definida por Bayle, em diversos momentos e diversas obras do filósofo francês, como: a) algo característico da corrupção natural humana; b) a prova da facilidade do homem em se ater às mais diversas crendices, logo, estando sujeito não só a uma, mas a todo tipo de superstições; c) o fenômeno que se instaurou e se disseminou na sociedade, perseguindo a todos e gerando ilusões por toda parte, através de presságios, profecias, prodígios, e sinais. Nesse quadro de diversas e intangíveis absurdidades, a superstição ganha forma, indo para além dos domínios da razão e, assim, Bayle, em seus escritos, torna manifesta a oposição entre a filosofia e a ignorância supersticiosa, entre o entendimento e a imaginação e entre as explicações científicas e os relatos fantásticos.