Voltar para Artigos
Artigos

A crítica de Judith Butler a Simone de Beauvoir

María Luisa Femenias

Autor
María Luisa Femenias
Revista
Sapere Aude
Edição
3 / 6
Ano
2012
Páginas
310-339
Idioma
pt
2012María Luisa Femenias. A crítica de Judith Butler a Simone de Beauvoir. Sapere Aude, v. 3, n. 6, p. 310-339, 2012.1

No texto investigam-se as ferramentas conceituais em que Judith Butler se apoia para tecer suas concepções teóricas e deslocar as categorias de identidade, voltando-se, para tanto, criticamente face ao pensamento de Simone de Beauvoir. Analisam-se as linhas interpretativas de Beauvoir, demonstrando suas aproximações ou distanciamentos da interpretação de Butler; e sustenta-se que Simone de Beauvoir descreveu fenomenologicamente o corpo feminino, afirmando a corporeidade das mulheres não como corpo-objeto, sequer como corpo-em-si, mas como “corpo vivido”, pois inserido na noção de situação histórica, tal como propunha Merleau-Ponty.  Introduz-se o pensamento filosófico de Beauvoir num domínio de representações, especialmente de linguagem, bem como se problematizam, na relação entre Butler e Beauvoir, os critérios da expressão política das mulheres na cultura histórica.En este trabajo se investigan las herramientas conceptuales en que se apoya Judith Butler para tejer sus concepciones teóricas y desplazar las categorías de identidad, enfrentándose así críticamente al pensamiento de Simone de Beauvoir. Se analizan las líneas interpretativas de Beauvoir, mostrando sus proximidades o distanciamientos respecto de la interpretación de Butler; y se sostiene que Simone de Beauvoir describió fenomenológicamente el cuerpo femenino, afirmando la corporeidad de las mujeres no como cuerpo-objeto, tampoco como cuerpo-en-sí, sino como “cuerpo vivido”, inserto en la noción de situación histórica, tal como la propuso Merleau-Ponty. Se introduce el pensamiento filosófico de Beauvoir en un dominio de representaciones, especialmente del lenguaje, así como se problematizan, en la relación entre Butler y Beauvoir, los criterios de expresión política de las mujeres en la cultura histórica.