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A CRÍTICA DELEUZIANA AO PRIMADO DA IDENTIDADE EM ARISTÓTELES E EM PLATÃO

Sandro Kobol Fornazari

Autor
Sandro Kobol Fornazari
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
34 / 2
Ano
2011
DOI
10.1590/S0101-31732011000200002
Páginas
3-20
Idioma
pt
2011Sandro Kobol Fornazari. A CRÍTICA DELEUZIANA AO PRIMADO DA IDENTIDADE EM ARISTÓTELES E EM PLATÃO. Trans/Form/Ação, v. 34, n. 2, p. 3-20, 2011.1

seguindo a linha interpretativa de Deleuze, em Diferença e repetição, o artigo apresenta como, em Aristóteles e em Platão, a diferença é de! nida desde a primazia da identidade e como Deleuze rompe com ela, ao definir a diferença em si mesma. A filosofia da diferença deleuziana se compõe a partir da apreensão da diferença como virtualidade positiva e imanente, constituinte da univocidade do ser. No mesmo movimento, ela comporta uma crítica a toda filosofia que busca subordinar a diferença à representação, como em Aristóteles, em que a diferença está submetida à quádrupla raiz da identidade, da analogia, da oposição e da semelhança. Apesar disso, Deleuze explicita a noção de não-ser sem negação presente no So !sta de Platão como testemunho da potência da diferença em subverter a distinção modelo-cópia, ali onde havia um empenho em subordiná-la aos poderes da identidade e da semelhança.