- Autor
- Joézer Carvalho de Castro
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 2 / 2
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2025v2n2p213-228
- Páginas
- 213-228
- Idioma
- pt
O objetivo deste artigo é analisar a crítica política de Rousseau ao cristianismo no Contrato social. Para isto, investigaremos o problema da unidade do Estado e a visão do genebrino acerca da dualidade no corpo político introduzida pela figura de Jesus de Nazaré, a relação da religião cristã com as sociedades particulares e com a sociedade geral do gênero humano, e a crítica à religião dos evangelhos como uma religião “inteiramente espiritual” sem vínculo com o corpo político. O genebrino é muito cuidadoso em distinguir as diferentes vertentes do cristianismo. O autor tem muita clareza das diferenças entre o catolicismo romano e os diferentes ramos do protestantismo, por exemplo. Além disso, Rousseau sabe também reconhecer que há uma enorme distância entre a proposta original de Jesus de Nazaré e o cristianismo como este se constituiu historicamente. Porém, como pretendemos demonstrar, a crítica de Rousseau ao cristianismo alcança todas as suas formas e vertentes, não restando, portanto, nenhuma forma desta religião que seja viável como alternativa para o corpo político.
