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A DEDUÇÃO TRANSCENDENTAL DAS CATEGORIAS SEGUNDO MARTIN HEIDEGGER

Douglas João Orben

Autor
Douglas João Orben
Revista
Thaumazein: Revista Online de Filosofia
Edição
4 / 7
Ano
2014
Páginas
109-125
Idioma
pt
2014Douglas João Orben. A DEDUÇÃO TRANSCENDENTAL DAS CATEGORIAS SEGUNDO MARTIN HEIDEGGER. Thaumazein: Revista Online de Filosofia, v. 4, n. 7, p. 109-125, 2014.1

O presente trabalho apresenta uma análise da Dedução Transcendental kantiana segundo a interpretação de Martin Heidegger. Não obstante aos objetivos kantianos de provar a aplicabilidade das condições puras e a priori do Entendimento à experiência sensível, Heidegger aborda a Dedução Transcendental das categorias salientando, sobretudo, a dimensão finita do conhecimento humano. A proposta heideggeriana não pretende desconsiderar a filosofia transcendental kantiano, muito pelo contrário, a finitude do Entendimento é uma consequência inevitável da própria crítica transcendental empreendida por Kant. Neste sentido, a Dedução Transcendental, ao estabelecer a vinculação das condições intelectuais do Entendimento com os dados sensíveis da intuição, deve, necessariamente, evidenciar os limites finitos do conhecimento possível. A essencial condição do conhecimento humano revela-se, portanto, na síntese da Dedução Transcendental. Para Heidegger, a síntese é uma função da imaginação produtiva que, ao sintetizar conceitos e intuições, condiciona a totalidade do conhecimento fenomênico. A finitude do Entendimento manifesta-se, deste modo, na própria síntese da imaginação, pois, acabada a Dedução Transcendental das categorias, o conhecimento humano encontra-se forçosamente limitado às condições sensíveis.