- Autor
- Fernando Monteiro dos Santos
- Revista
- Polymatheia - Revista de Filosofia
- Edição
- 11 / 2018
- Ano
- 2021
- Idioma
- pt
Este presente trabalho busca expor, com base na Ciência da Lógica (1812) e na Enciclopédia das ciências filosóficas (1830) o que Hegel compreende por pensar especulativo, e como se apresenta tal pensar na medida em que se opõe às filosofias do entendimento, a saber, a de Kant e de Fichte, prevalentes ainda naquela época. Para Hegel, o empreendimento kantiano não possibilitou nenhum avanço no que concerne à Lógica, visto que esta última permaneceu tal qual se encontrava na tradição filosófica, ao mesmo tempo em que a metafísica terminou destituída de seu estatuto de ciência. Isso porque Kant sustentava a impossibilidade de conhecimento dos objetos tradicionais da metafísica, pois todo conhecimento teria como pressuposto a relação entre experiência sensível e entendimento. Portanto, Hegel pensa uma nova lógica, não nos moldes da tradição filosófica das escolas, mas que se apresenta, igualmente, como ontologia e, portanto, que busca compreender a realidade na sua totalidade, seja na expressão da natureza seja do espírito. Nesse sentido a sua proposta ultrapassa, quer a metafísica dogmática, quer a lógica das escolas.
