A DIGNIDADE DE VIVER ENTRE-IGUAIS: PLURALIDADE E PERSUASÃO NA AÇÃO POLÍTICA.EM HANNAH ARENDT
Luiz Diogo de Vasconcelos Junior
- Autor
- Luiz Diogo de Vasconcelos Junior
- Orientador(a)
- YARA ADARIO FRATESCHI
- Universidade
- UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2012
O presente trabalho tem por objetivo investigar alguns conceitos.centrais na obra de Hannah Arendt. Partimos do pressuposto de que a.pensadora alemã compreende a esfera política a partir de conceitos.mundanos como pluralidade, persuasão e imparcialidade. A investigação.discorrerá sobre a posição ocupada por estes conceitos na constituição.da esfera política arendtiana: postos no mundo como experiências.históricas paradigmáticas, propiciaram o surgimento de uma esfera.política a partir do fato de que homens vivem e agem em comum..Particularmente, nos interessa a compreensão arendtiana do lugar.ocupado pelo conceito de imparcialidade na realização de uma esfera.política orientada para a pluralidade e o significado de sua exigência.quando se trata de trazer a público as ações humanas, bem como seus.resultados. As principais reivindicações deste trabalho são: para Arendt.o mundo se constitui como o resultado da pluralidade humana em meio.a uma teia de relações; nesta teia, a imparcialidade não ocorre.dissociada da liberdade individual de manifestar os próprios pontos de.vista e opiniões, sob risco de uma parcela do mundo se perder no.esquecimento. A vida pública implica a disposição de submeter as.próprias opiniões, mesmo as tidas como as mais verdadeiras, ao exame.dos outros na esfera pública e plural, isto é, submeter as certezas ao.modelo do parece-me-que.
