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A dimensão avaliativa da emoção no judicalismo de Martha Nussbaum

Jorge Luiz Viesenteiner, Estela Altoé Feitoza

Autor
Jorge Luiz Viesenteiner, Estela Altoé Feitoza
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
16 / 2
Ano
2025
Idioma
pt
2025Jorge Luiz Viesenteiner, Estela Altoé Feitoza. A dimensão avaliativa da emoção no judicalismo de Martha Nussbaum. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 16, n. 2, 2025.4

O objetivo consistiu em explorar a dimensão avaliativa da emoção no judicalismo de Martha Nussbaum, buscando compreender o que sustenta seu cognitivismo no modelo de emoções que propõe. A autora defende a tese de que a emoção possui natureza cognitiva e intencional, sendo idêntica a um tipo de juízo avaliativo sobre algo de imenso valor para o florescimento do indivíduo – noção herdada dos antigos estoicos e posteriormente reinterpretada por ela. Para tanto, deflaciona a noção preliminar de juízo de valor, adotando uma compreensão ampla de avaliação cognitiva sem limites precisos, na qual recorre a concepções ampliadas de intencionalidade e de cognição, a fim de tornar possível a atribuição de emoções a crianças e a animais não humanos. Situando sua defesa no debate entre cognitivismo e não-cognitivismo no campo da moral, e buscando salvaguardar a inteligibilidade da emoção, os elementos não cognitivos – como o hábito, o afeto e o sentimento –, embora com potência motivadora na avaliação emocional, são subsumidos como parasitários das crenças e juízos avaliativos, assim como sua concepção de corpo, e, como tais, não são considerados necessários à definição. Por conseguinte, apesar de não ser possível considerar seus processos avaliativos como exclusivamente abstratos, o caráter fenomenológico da emoção, ativo nas avaliações emocionais, não é devidamente considerado.