- Autor
- José Carlos Francisco Pereira
- Revista
- PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
- Edição
- 15 / 35
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.26694/pensando.vol15i35.5364
- Páginas
- 20-26
- Idioma
- pt
Para António Quadros, a existência é a categoria primeira do ser, por oposição à essência, constituindo-se o sentimento uma via gnoseológica que antecede a razão; se sensação e razão se articulam no mesmo processo de percepção e apercepção, é ainda a razão obrigada a admitir outros modos de acesso e revelação metafísica do ser, quais sejam o símbolo, o mito ou o sonho, o que simultaneamente sinaliza o especulativo numa via diversa do pensamento existencial de feição ontológica ou fenomenológica. Segundo o filósofo, não há o “Homem” mas seres humanos em situação concreta, facto que impossibilita qualquer dimensão abstracta do humano, e impede a sua subtracção a uma ordem cósmica cuja hierarquia compreende o humano, o natural e o divino, constituindo-se a natureza o mediador entre os outros dois pólos. Esta mediação dá-se através do símbolo, potência maior da comunicabilidade estética que toda a obra de arte pressupõe.
