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A educação filosófica é cosmológica

Remi Schorn

Autor
Remi Schorn
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
7 / 1
Ano
2013
DOI
10.31977/grirfi.v7i1.554
Páginas
9-25
Idioma
pt
2013Remi Schorn. A educação filosófica é cosmológica. Griot : Revista de Filosofia, v. 7, n. 1, p. 9-25, 2013.1

Toda a filosofia importante visa compreender o universo, suas relações e nosso lugar nele, é cosmológica. Enquanto entidades de conhecimentos, constituímos nossa subjetividade na imbricação com os problemas e teorias de nosso tempo. Nessa objetividade teórica comum a todos os humanos a filosofia conjectura acerca da relação entre eternidade, perenidade e transformação. Sua missão é problematizar e relacionar criticamente nossas teses com as teorias vigentes nas mais diversas formas de conhecimento particular. Trata-se de encontrar o mote relacional entre tudo o que há, verticalmente, entre o todo e as partes, e, horizontalmente buscar perceber a identidade da existência singular. Com base nisso, nossas escolas atuais necessitam de um sopro de informalidade e respeito ao que querem os estudantes, o apego ao conteúdo preestabelecido elimina a reflexividade e inibe a criatividade tornando-se desinteressante e tedioso além de desconsiderar que todos somos filósofos. As aulas de filosofia não devem ater-se ao ensino formal do que pensaram os mortos quando vivos. Trata-se de partir dos problemas que causam inquietações teóricas naqueles à quem a educação pretende atingir e alcançar a reflexão filosófica apoiando-se nas conquistas da tradição de forma que nenhum conteúdo seja apresentado como se tivesse valor em si. Desde que há filosofia ela se constituiu como resposta universalmente válidas para problemas objetivos de seu tempo.