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A endoreconstrução do contrato social em Spinoza

André Rocha Campos

Autor
André Rocha Campos
Revista
Revista Conatus - Filosofia de Spinoza (ISSN 1981-7509)
Edição
3 / 5
Ano
2009
Páginas
11-25
Idioma
pt
2009André Rocha Campos. A endoreconstrução do contrato social em Spinoza. Revista Conatus - Filosofia de Spinoza (ISSN 1981-7509), v. 3, n. 5, p. 11-25, 2009.1

Longe de inventar uma nova linguagem filosófica, ou mesmo de subverter uma tradicional ou de senso-comum, Spinoza começa por penetrar no edifício de cada conceito problemático para o reconstruir a partir de dentro, mantendo a designação habitual mas dando-lhe um novo significado: é o que faz com a sua noção de contrato No itinerário seguindo desde o TTP até ao TP, passando pela Ética, nota-se uma mutação no pensamento político de Spinoza, com a introdução progressiva de novos mecanismos explicativos (como a “imitação de afectos” e a “multidão”) que superem os tradicionais constrangimentos do contratualismo, e que é comummente interpretada como afastamento evolutivo do contrato. Não obstante, o contrato é sempre para Spinoza um conceito em mutação que pode admitir a introdução desses novos mecanismos numa nova linguagem pactícia: dá-se então uma endoreconstrução do contrato.