- Autor
- Otília Beatriz Fiori Arantes
- Revista
- Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
- Edição
- 9 / 3
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.26512/rfmc.v9i3.42999
- Páginas
- 63-79
- Idioma
- pt
O presente texto busca analisar o que se pode denominar de “novo tempo das formas urbanas extremas”, que, consideradas em seu amplo espectro, incluem o “estágio Dubai do capitalismo”. Elas se organizam por dinâmicas de hiperurbanização e transurbanização que aprofundam e transcendem o diagnóstico de “fim de linha” do projeto moderno e podem ser vislumbradas em duas situações de extremos, os “paraísos do mal” de Mike Davis e Daniel Monk: a novas cidades asiáticas e as cidades favela, particularmente, Lagos. Ambos os casos fornecem um panorama não só dos contrastes monstruosos que definem o mundo contemporâneo, mas o cenário original do que viria ser chamado de “urbanismo militar” (tempo de cidades sitiadas, escaneadas, de populações-alvo rastreadas, vigiadas, preventivamente contidas e abordadas segundo perfis de risco).
