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A erótica do jovem Hegel

Fabiano de Lemos Britto

Autor
Fabiano de Lemos Britto
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
47 / 1
Ano
2023
DOI
10.1590/0101-3173.2024.v47.n1.e0240006
Páginas
e0240006
Idioma
pt
2023Fabiano de Lemos Britto. A erótica do jovem Hegel. Trans/Form/Ação, v. 47, n. 1, p. e0240006, 2023.2

Embora o lugar que se privilegiou, na análise do papel do desejo na autoconsciência em Hegel, seja a Fenomenologia do Espírito, ao se deslocar para os textos de juventude, em especial os fragmentos teológicos escritos entre 1794 e 1798, foi encontrada uma série de tensões entre desejo, positividade e totalidade que informam sobre os impasses que o sistema hegeliano teve de enfrentar, para se constituir. Esse enfrentamento, olhado do ponto de vista da ênfase na mesmidade – e não como pretendem os comentadores que se fundamentam na Fenomenologia, na alteridade –, se constitui como um empreendimento não apenas de autoformação, mas de autofruição erótica. O artigo propõe, através de um detalhamento daquilo que, em Hegel, levaria a Freud, uma investigação sobre os sentidos do sofrimento desejante na pré-história da filosofia especulativa.