- Autor
- GUILHERME MULLER JUNIOR
- Orientador(a)
- AQUILES CORTES GUIMARAES
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2010
O empirismo de Hume é uma filosofia da experiência imanente. Hume rompe com os pressupostos de uma teoria do conhecimento, e inaugura um novo tempo para o empirismo. Seu conceito de experiência só pode ser compreendido através de sua dupla recusa tanto à substância subjetiva, com sua crítica à """"identidade pessoal"""", quanto à substância objetiva, com sua crítica à """"existência externa"""". Trata-se.de uma definição radicalmente distinta de tudo aquilo que constitui uma filosofia do sujeito e do objeto. A experiência sensível (impressões de sensação), assim como a reflexiva (impressões de reflexão), não são inerentes a nada, senão a elas mesmas. Hume afirma a existência de uma única substância, de um único material imanente tão somente a si mesmo: as percepções (impressões e ideias). As sensações, desse modo, se definirão por um sente-se, assim como as reflexões por um reflete-se, ambos impessoais. É o que resulta da instauração de um plano único de experiência imanente, nomeado por Hume de imaginação. Com efeito, a imaginação é um devir das ideias, é uma experiência desse material que se faz por um transluzimento, pois as ideias são imagens. Este trabalho pretendeu mostrar as linhas dessa filosofia, o empirismo de Hume, como uma errância da experiência, como o devir das ideias.
