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A esquize do olho e do olhar na arte: Lacan leitor de Merleau-Ponty

Marcos José Müller

Autor
Marcos José Müller
Revista
Sofia
Edição
4 / 2
Ano
2015
DOI
10.47456/sofia.v4i2.11135
Idioma
pt
2015Marcos José Müller. A esquize do olho e do olhar na arte: Lacan leitor de Merleau-Ponty. Sofia, v. 4, n. 2, 2015.1

Trata-se neste artigo mostrar como Lacan encontrou, nas formulações de Merleau-Ponty, uma alternativa para resolver um problema ético, advindo da escuta clínica, e que tinha que ver com a acolhida ao real introduzido pelo olhar estrangeiro. Lacan perguntava-se, no início dos anos 1960, como aproximar-se do olhar estrangeiro, o qual se impõe como um real exigindo nossa passividade, sem que isso implique uma renúncia aos nossos vínculos simbólico-imaginários? Como se pode ir ao encontro da pulsão, agora em sua versão escópica, sem com isso destruir nossas imagens e leis?