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A estética da crueldade nas fronteiras identitárias em Mia Couto

Jean Paul d´Antony Costa Silva

Autor
Jean Paul d´Antony Costa Silva
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
2 / 2
Ano
2010
DOI
10.31977/grirfi.v2i2.471
Páginas
29-39
Idioma
pt
2010Jean Paul d´Antony Costa Silva. A estética da crueldade nas fronteiras identitárias em Mia Couto. Griot : Revista de Filosofia, v. 2, n. 2, p. 29-39, 2010.3

O presente trabalho pretende investigar as veredas da estética da crueldade construídas no romance Venenos de Deus, remédios do Diabo, de Mia Couto, a partir da hibridização, desterriorização e dos percursos das identidades diaspóricas criadas e fragmentadas nos discursos existentes na Vila Cacimba, cenário que documenta a  história de Bartolomeu Sozinho, sua esposa Dona Munda, o médico Sidónio Rosa e a mulher que este ama e busca reencontrar em Vila Cacimba, Deolinda. Nesse cenário é que os textos acerca da língua enquanto colonização, da suposta epidemia enquanto multietnicidade, da diáspora, das miscigenações vistas com muita resistência, e certas inversões de significados tidos como maniqueísmos e tabus, como sugere o próprio título Venenos de Deus, remédios do Diabo, desvelam estéticas da crueldade nos cruzamentos de fronteiras e nas fronteiras que se cruzam em discursos identitários.