- Autor
- JORGE CHAVES DE MORAES
- Orientador(a)
- ANDRE MARTINS VILAR DE CARVALHO
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2006
Este escrito tem como tema os discursos filosóficos sobre o caos em sua relação com as artes a partir dos pensamentos de Schelling, Schopenhauer e Nietzsche. Veremos como o conceito de caos, negligenciado durante séculos, ganhará crescente importância, sobretudo a partir do século XIX na Alemanha. Através de sua relação com as artes, o caos passará a assumir uma significância tal a ponto de tomar a forma do absoluto em Schelling. Mas também será eleito tema central, como o ímpeto cego acessível pelas artes, em Schopenhauer. Além de adquirir o caráter de ímpeto criativo e de se tornar análogo à vida no pensamento de Nietzsche. Mas, apesar das contribuições de Schelling e de Schopenhauer elevarem as artes ao estatuto de instrumento privilegiado do conhecimento, veremos como é apenas na filosofia de Nietzsche que as artes passam a se tornar um paradigma, a partir do qual é possível conceber uma filosofia da ordem das sensações e, portanto, uma filosofia que nos leva a uma compreensão estética do mundo. Ao privilegiar sensações de potência e intendsidade, Nietzsche privilegia assim uma abordagem estética do mundo. Ao fazer isso, o mundo não poderia ser visto senão como sendo instável e caótico, sem lógica e ao mesmo tempo sem propósito. em suma, o caos deixa de ser um objeto das artes, tal como Schelling e Schopenhauer, para ser a consequência de uma visão de mundo estética. O mundo, visto como obra de arte, passa finalmente a ser um mundo vivo e caótico como o nietzschiano.
