A Ética em Schopenhauer: que “liberdade nos resta” para a prática de vida?
Leandro Pinheiro Chevitarese
- Autor
- Leandro Pinheiro Chevitarese
- Orientador(a)
- Sérgio Luiz de Castilho Fernandes
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2005
Pela “decifração do enigma do mundo” Schopenhauer elabora uma metafísica da vontade, na qual rejeita o “livre-arbítrio”, mera ilusão fenomenal, e concebe o fundamento da verdadeira moralidade como compaixão, que surge misteriosamente, como uma “graça”. Diante da impossibilidade de liberdade para a vontade humana, a verdadeira liberdade repousa na “negação da vontade”, que se evidencia empiricamente no fenômeno da santidade. Todavia, paralelamente a sua investigação metafísica, mantendo-se no ponto de vista empírico, Schopenhauer elabora uma eudemonologia, uma orientação para se conduzir a vida da forma mais feliz possível, sua proposta de uma sabedoria de vida. A presente pesquisa visa investigar a Ética na obra de Arthur Schopenhauer, particularmente no sentido de compreender que “liberdade nos resta” para a prática de vida.
