- Autor
- Dilson Brito da Rocha
- Revista
- Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia
- Ano
- 2021
- Idioma
- pt-BR
Neste estudo temos o objetivo de investigar como Aristóteles (384 a.C.) enfrenta a felicidade (eudaimonía) na Ética a Nicômaco, obra de sua autoria. Ele vai estabelecer uma relação da eudaimonía com o prazer, amizade, honra ou glória, virtude, contemplação etc., exigindo a mediania. A felicidade é o bem maior, sendo objeto que o homem deseja e, por isso, suas ações são direcionadas a esse télos. No entanto, para atingi-la é imprescindível a prática da prudência. As ações prudentes são definidas através do exercício do pensamento. Somente o homem consegue vincular justiça com razão, sendo isso seu distintivo. Ao examinar suas ações, o prudente determina o que é justo, garantindo a eudaimonía como consequência. É na amizade que é possível a felicidade, visto que o homem se situa em um corpo social e, portanto, suas ações têm impacto abrangente, não se restringindo à vida privada. Ademais, no espaço público (pólis), no convívio com outros humanos é presumível agir virtuosamente, o que equivale ser feliz.
