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A ÉTICA KANTIANA E A POSSIBILIDADE DO ALTRUÍSMO (THOMAS NAGEL)

Jürgen Stolzenberg, Tradutor: Hans Christian Klotz

Autor
Jürgen Stolzenberg, Tradutor: Hans Christian Klotz
Revista
Philósophos - Revista de Filosofia
Edição
14 / 2
Ano
2010
DOI
10.5216/phi.v14i2.10850
Páginas
183-208
Idioma
pt
2010Jürgen Stolzenberg, Tradutor: Hans Christian Klotz. A ÉTICA KANTIANA E A POSSIBILIDADE DO ALTRUÍSMO (THOMAS NAGEL). Philósophos - Revista de Filosofia, v. 14, n. 2, p. 183-208, 2010.3

O presente artigo discute a relação da ética do altruísmo, defendida por Thomas Nagel, com a ética kantiana. Segundo o próprio Nagel, sua posição é semelhante à de Kant sob dois aspectos: ela defende a tese da autonomia da motivação moral, e ela funda a moral numa determinada autoconcepção da pessoa. No entanto, diferentemente de Kant, o princípio da ética nageliana é apenas o pressuposto modesto de que uma pessoa essencialmente considera a si mesma como sendo uma numa pluralidade de pessoas. Partindo do argumento nageliano em The Possibility of Altruísmo (1970), mas contemplando também a posição mais recente de Nagel em The Last Word (1999), argumenta-se que Nagel só pode defender sua concepção de uma ética racional de modo convincente, se ele se aproximar mais da fundamentação kantiana da ética do que ele pretende.