A EXISTÊNCIA ÉTICA E RELIGIOSA EM KIERKEGAARD: CONTINUIDADE OU RUPTURA?
Laura Cristina Ferreira Sampaio
- Autor
- Laura Cristina Ferreira Sampaio
- Orientador(a)
- Silene Torres Marques
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS — UFSCAR
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2010
A presente pesquisa, fundamentada na dialética existencial de Kierkegaard, pretende abordar a existência ética e religiosa, avaliando criticamente a exigência religiosa e os limites da ética. Ao colocar a relação entre o ético e o religioso, Kierkegaard com o uso da pseudonímia apresenta concepções variadas. Em Temor e Tremor (1843) sob o pseudônimo Johannes de Silentio, destaca a ruptura entre o ético e o religioso, onde a história de Abraão (Gn. 22) comporta uma suspensão da ética; e sob o pseudônimo de Vigilius Haufniensis, na introdução ao Conceito de Angústia (1844), insere, em sua compreensão de ética, uma outra distinção: entre uma “primeira ética”, que compreende tanto a ética grega, como o pensamento especulativo de Hegel, e uma “segunda ética”, estabelecida sobre a mensagem cristã - o conceito de amor ao próximo, ordenado pelo mandamento divino, e princípio de vida ética. Esta “segunda ética” é descrita em uma obra veronímica intitulada “As Obras do Amor”. Em outras palavras, procurou-se esclarecer se havia uma total exclusão ou se poder-se-ia pensar numa conciliação advinda de alguma relação essencial, intrínseca entre a existência ética e religiosa
