A FENOMENOLOGIA DA CONSCIÊNCIA INTERNA DO TEMPO DE EDMUND HUSSERL
Isabela Carolina Carneiro de Oliveira
- Autor
- Isabela Carolina Carneiro de Oliveira
- Revista
- Revista Ideação
- Edição
- 1 / 49
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.13102/ideac.v1i49.10556
- Páginas
- 297-320
- Idioma
- pt
O artigo prioriza, por uma questão de necessidade epistemológica, a análise sobre a primeira fase de investigação sobre o tempo elaborada por Edmund Husserl, sem desconsiderar alguns dos conceitos que surgem em outros períodos, pois esses são fundamentais ao entendimento do tempo fenomenológico. Observamos que Husserl desde o início define como essenciais: (i) a unidade da consciência-tempo [Zeitbewuβtsein], (ii) o seu fluxo constitutivo do tempo, e (iii) as fases constituídas neste fluxo. Porquanto, a protoimpressão, a retenção e a protensão são fases da consciência em que se tem a experiência do objeto imanente. Por conseguinte, temos que a consciência-tempo não possui como correlato os dados imanentes que duram, mas sim as fases que constituem essas unidades. Finalmente, tematizamos a função dos conteúdos sensíveis, pois um relato sobre as sínteses temporais permaneceria incompleto se não explicasse as conexões no nível dos dados hiléticos com os vividos intencionais.
