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A "fenomenologia da vida ética" de Arthur Schopenhauer

Guilherme Marconi Germer

Autor
Guilherme Marconi Germer
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
11 / 1
Ano
2020
DOI
10.5902/2179378639793
Páginas
193 - 226
Idioma
pt
2020Guilherme Marconi Germer. A "fenomenologia da vida ética" de Arthur Schopenhauer. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 11, n. 1, p. 193 - 226, 2020.4

Nós nos propomos analisar e interpretar em que sentido a descrição de Philonenko de que Schopenhauer desenvolveu uma “fenomenologia da vida ética” pode ser lida sem grandes problemas, se nos detivermos à sua fundamentação empírica da moral, exposta em Sobre o Fundamento da Moral. Caso a estendamos à metafísica dos costumes do filósofo, como fez Philonenko, essa expressão já será inadequada pelo fato da última não ter por objeto nenhum fenômeno, mas o que se “esconde por trás deles (...), a coisa em si mesma”. Esse esclarecimento também nos ajudará a evidenciar que Schopenhauer inovou cientificamente, na moral, ao reconduzir as ações humanas a três motivos fundamentais: o bem-estar próprio, alheio e o mal-estar alheio (predicados, respectivamente, por egoísmo, bondade e malevolência); e ao explicar a possibilidade da segunda motivação como oriunda do sentimento da compaixão (divisível em um grau negativo, o da justiça, e um positivo, a caridade).