A fenomenologia existencial e a perspectiva histórica no personalismo de Emmanuel Mounier
Adão José Peixoto
- Autor
- Adão José Peixoto
- Revista
- Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
- Edição
- 3 / 2
- Ano
- 2016
- DOI
- 10.26512/rfmc.v3i2.12516
- Páginas
- 113-122
- Idioma
- pt
Este texto procura apresentar a fenomenologia existencial praticada pelo pensamento personalista de Emannuel Mounier no seu esforço de elaboração de uma antropologia da pessoa que, inserida na história real, responde a um apelo de transcendência. Por isso, Mounier foi um pensador mais preocupado com a significação da existência humana, do ser pessoal, do que com a tecnicidade do processo epistêmico. Essa exigência epistemológica significa, no personalismo, a tentativa de elaboração de uma fenomenologia da existência, em que a pessoa é referência. A existência humana é o ponto de partida e o postulado fundamental do personalismo. A pessoa não é entendida pelo personalismo como uma realidade desvinculada do mundo, mas como uma realidade historicamente encarnada. A condição de ser “situado”, isto é, encarnado no seu tempo, na sua história, intervindo nela e transformando-a continuamente, é a forma pela qual o homem se realiza como pessoa, pois o que fundamentalmente o caracteriza como tal é a sua capacidade de romper os determinismos e afirmar a sua personalidade.
