A FILOSOFIA, A ARTE E O INOMINÁVEL: TRÊS ESTUDOS SOBRE A DOR DA FINITUDE NA OBRA DE T. W. ADORNO
MAURÍCIO GARCIA CHIARELLO
- Autor
- MAURÍCIO GARCIA CHIARELLO
- Orientador(a)
- Marcos Lutz Müller
- Universidade
- UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2002
O presente trabalho reúne três estudos sobre a obra tardia de Theodor Adorno. São estudos dedicados a explorar as regiões limítrofes e fronteriças em que a mímesis faz divisa com o conceito e a filosofia se avizinha da arte. O primeiro deles versa sobre a Dialética Negativa, investigando como o trabalho de elaboração conceitual, propriamente filosófico, busca acolher pela reflexão o apelo recôndito do momento corporal ou sensível. O segundo estudo consagra-se à Teria Estática, perquirindo a noção ardoniana de arte autêntica enquanto locus privilegiado da expressão refretária ao conceito. De ambos, porém ressalta que arte e filosofia confluem no esforço de expressão do inominável. Se o primeiro estudo assume a perspectiva da filosofia e o segundo, da arte, o terceiro reflete o ponto de vista do indivíduo historicamente condenado, ou melhor, da existência individual tornada espectral em sua pretensa autonomia.Existência cuja salvação, caso ainda seja possível, passa pelo penoso reconhceimento de sua finitude, isto é, pelo doloroso acolhimento dA MORTE QUE O MERCADO LHE RESERVA ENQUANTO EXISTÊNCIA AUTÔNOMA. EEmbora de perspectivas diferentes, todos os três estudos gravitam ao redor de um mesmo ponto inominável, que poderíamos denotar pela expressão """"dor na finitude"""", caso ela lograsse projetar sobre nossa existência a sombra espessa de Auscwitz, com sua carga incomensurável de dor surda e morte anônima.
