- Autor
- André Luiz Braga da Silva
- Revista
- Revista DIAPHONÍA
- Edição
- 11 / 2
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.48075/rd.v11i2.35731
- Páginas
- 33-53
- Idioma
- pt
No Fédon de Platão, em seu leito de morte, o personagem Sócrates diz que lhe foi impossível, em sua vida, descobrir as verdades das causas dos entes através do aprender com os outros e da descoberta por si mesmo. O filósofo admite, então, que apelou para um Método de Hipóteses, algo que ele caracterizará como uma “segunda navegação”: hipotetizar o lógos que ele, Sócrates, decidia, em cada ocasião, ser o mais forte, acerca de causas e acerca de todo o resto. E o que lhe parecia em consonância com tal lógos, ele tomava por verdadeiro; o que não, tomava por falso (Féd. 99c1-100a7). A partir da análise das passagens desse diálogo sobre esse tema, bem como do esmiuçamento do sentido, no idioma heleno, da expressão usada para caracterizar o método, “deúteros ploûs”, o presente artigo apresenta o quadro traçado, no Fédon, do Método de Hipóteses – identificado no diálogo como o método da filosofia.
