A filosofia da psicologia de Carol Gilligan como resistência à injustiça e ao patriarcado
Viviane Magalhães Pereira
- Autor
- Viviane Magalhães Pereira
- Revista
- Kalagatos
- Edição
- 22 / 3
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.52521/kg.v22i3.16681
- Páginas
- eK25051
- Idioma
- pt
Esse artigo examina a contribuição da filosofia da psicologia de Carol Gilligan para a filosofia moral. Sustenta-se que a autora propõe uma filosofia da psicologia adequada, nos termos exigidos por Elisabeth Anscombe, de modo que a filosofia moral possa reconhecer a gênese social e psicológica de seus ideais. Considerando os desafios interpretativos que a obra de Gilligan impõe – em razão da diversidade e complexidade dos temas tratados, bem como de seu estilo de escrita –, o artigo busca elucidar sua contribuição filosófica. Após analisar a influência da filosofia moral moderna nas filosofias da psicologia contemporâneas, sua relação com o patriarcado e as injustiças dele decorrentes, apresenta-se a filosofia da psicologia de Gilligan como uma alternativa e uma forma de resistência. Trata-se da defesa da justiça relacional e do cuidado responsável como fundamentos de uma filosofia da psicologia adequada, tal como reivindicado por Anscombe.
