Voltar para Artigos
Artigos

A FORJA DO MITO EM AS MOSCAS DE SARTRE

Leandro Neves CARDIM

Autor
Leandro Neves CARDIM
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
40 / 4
Ano
2017
DOI
10.1590/S0101-31732017000400010
Páginas
167-186
Idioma
pt
2017Leandro Neves CARDIM. A FORJA DO MITO EM AS MOSCAS DE SARTRE. Trans/Form/Ação, v. 40, n. 4, p. 167-186, 2017.2

A peça de teatro As moscas, de Sartre, será abordada com o intuito de acompanhar o modo como seu autor reinventa o mito de Orestes, presente na tragédia grega. Sartre subscreve pontos de partida que nos fazem perceber que, em seu diálogo com a tradição, ele trabalha com a liberdade no avesso da necessidade, o que termina invertendo a tradição. Ele adota certa concepção da relação entre o passado e o mundo atual que nos permite ler o mito de Orestes de tal forma que ele não exclui o passado, antes, o exige. Orestes não se faz do nada, sua ação não se estabelece através de uma simples continuidade com o passado. Trata-se de investigar a importância que o passado desempenha no interior dessa peça, assim como indicar, a partir desse ponto de vista, o lugar que nossas aquisições devem ocupar no mundo atual.