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Teses

A forma da metafísica: sobre a história na obra tardia de Heidegger

Maria Manoela Beaklini Baffa

Tese
Autor
Maria Manoela Beaklini Baffa
Orientador(a)
Eduardo Jardim de Moraes
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2005
2005Maria Manoela Beaklini Baffa. A forma da metafísica: sobre a história na obra tardia de Heidegger. 2005. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): Eduardo Jardim de Moraes.3

Em 1927, Heidegger dedica um dos capítulos finais de Ser e tempo a mostrar o “nexo” entre a sua exposição do problema da historicidade e as pesquisas de Wilhelm Dilthey. O capítulo consiste numa série de citações de trechos da correspondência entre Dilthey e um certo Conde Yorck, em que as cartas citadas, curiosamente, são apenas as deste último. O que Heidegger encontra nessas cartas é a “tese” de que o pensamento histórico tradicional se atém, “com imensa força, a determinações puramente oculares”. O que ele descobre na crítica do Conde Yorck à tradição da historiografia é que o figurável, o imagético, o “esteticamente construído”, literalmente, o espetacular, são o objeto historicamente privilegiado da reflexão – histórica ou filosófica – sobre a história. Cerca de trinta anos mais tarde, é Heidegger quem escreve uma carta a Ernst Jünger, dizendo que em seu livro O Trabalhador Jünger teria dado à forma um “estatuto sagrado”. No intervalo, o projeto de fundamentar existencialmente a historiografia foi abandonado, e Heidegger passa a interrogar o que se decide, na história do Ocidente, sob o nome de “metafísica”. Uma cumplicidade bi-milenar entre a forma, a idéa e o ser mobiliza o pensar e o fazer ocidentais. Heidegger confia a Jünger que a forma é “potência metafísica”. A tese parte dessas duas indicações principais para pensar o que está em jogo nessa potência “ocular” que Heidegger identifica na (e à) história da tradição. Em seguida, ela coloca a questão sobre o sentido e a possibilidade de uma superação do recurso metafísico à imagem.