- Autor
- Marcelo Fabri
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 6 / 12
- Ano
- 2016
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2015v6n12p527
- Páginas
- 527
- Idioma
- pt
RESUMO O artigo procura apresentar o conceito husserliano de forma racional de vida a partir da relação entre teoria e práxis. Contrapõe dois momentos da reflexão de Husserl sobre a razão prática (1908-14 e 1920-24). Se, no primeiro momento, o filósofo sublinha que a Filosofia é a ideia de um conhecimento perfeito, presente até mesmo pelas ciências particulares, no segundo a Filosofia é descrita por uma espécie de subordinação à Ética, entendida como rainha das ciências técnicas. Ora, o que une esses dois momentos aparentemente inconciliáveis é o recurso à subjetividade pessoal, capaz de oferecer à forma vazia de vida racional um conteúdo fático e particular, aqui e agora. O imperativo formal (“escolhe a forma racional de vida”) se preenche graças à matéria fornecida pelas atividades pessoais, no tempo. PALAVRAS-CHAVE: fenomenologia, ética, subjetividade, teoria, práxis
