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A FUNÇÃO DO ESTILO EM DELEUZE E GUATTARI

Márcio Marques de Carvalho

Autor
Márcio Marques de Carvalho
Revista
Revista Ideação
Edição
1 / 50
Ano
2024
DOI
10.13102/ideac.v1i50.10195
Páginas
528-541
Idioma
pt
2024Márcio Marques de Carvalho. A FUNÇÃO DO ESTILO EM DELEUZE E GUATTARI. Revista Ideação, v. 1, n. 50, p. 528-541, 2024.1

Este artigo tem por objetivo apresentar a hipótese de que a experimentação de estilo na obra conjunta de Deleuze e Guattari, notadamente em Mil Platôs e em trechos de O Anti Édipo, visa impulsionar o pensamento a dinâmicas inusuais. Pela sinergia entre conceitos, afectos e perceptos, os autores integram  os códigos da razão a fluxos sensíveis. Apresentam assim uma abordagem mais integral do pensamento, não limitada à recognição e desvencilhada da imagem dogmática do pensamento. Desde um paradigma ético estético Deleuze e Guattari extrapolam enquadramentos ideológicos que restringem o pensamento ao racionalismo. Apresentam cadeias heteróclitas por sintaxes incomuns para torcer a língua e tornar sensível a dinâmica dos devires. Em um fluxo rizomático, através de entinemas, buscam abordar o indiscernível. Instaurando um modo de leitura pela intensidade, conduzem o pensamento a se aventurar por domínios alheios à razão. Mais do que usar recursos de linguagens, trata-se propriamente de promover o experimentalismo no próprio pensamento.