""""A genealogia de Foucault e a teoria crítica da sociedade""""
Antonio Carlos de Souza Cavalcanti Maia
- Autor
- Antonio Carlos de Souza Cavalcanti Maia
- Orientador(a)
- Kátia Rodrigues Muricy
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 1999
A tese articula o trabalho de Foucault, no período denominado genealógico, com a perspectiva mais geral da Teoria crítica da sociedade, desenvolvida pelos pensadores vinculados jà Escola de Frankfurt. Após a introdução -intitulada 'Os dois lados do Reino'- situando, a partir da querela Modernidade x pós-modernidade, o campo mais geral do confronto d duas das principais tradições do pensamento filosófico europeu, são examinadas algumas das críticas formulaldas por Habermas a Foucault, no Discurso Filosofíco da Modernidade. Inobstante as divergéncias salientadas pelo herdeiro da Frankfurtschul, é destacada uma convergência quanto ao diagnóstico aerca das principais patologias presntes nas sociedades do capitalismo avançado: a semelhança entre os processos de colonização do mundo da vida (objeto da conclusão da opus magnus de habermas, a Teoria de Agir Comunicativo) e o alvo das lutas transversais, presente nas reflexões do Foucault tardio. No 2o. capítulo, estribado em uma problemática insistentemente tratada pelo filósofo frances nos últimos anos de sua vida, em torno da discussão do opúsculo kantiano """"O que é o Iluminismo"""", são salientadas as similitudes entre a crítica da Modernidade presente em Vigiar e Punir com algumas das teses de Adorno e Horkheimer expostas na Dialética do Esclrecimento. Para tanto, foram levadas em consideração as análises de Axel Honneth, sucessor de Habermas em sua cátedra. Por fim, cabe salientar ter sido a seguinte a hipótese norteadora da tese: as investigações de Foucault, sobretudo as realizadas ao longo da década de 70, estão afinadas às teses mais gerais da Teoria crítica, máxime as expostas pelos membros da primeira geração.
