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A gênese da educação grega: da areté homérica à Paideia clássica

Paulo Eduardo Vieira

Autor
Paulo Eduardo Vieira
Revista
Filosofia e Educação
Edição
10 / 1
Ano
2018
DOI
10.20396/rfe.v10i1.8652004
Páginas
166-183
Idioma
pt
2018Paulo Eduardo Vieira. A gênese da educação grega: da areté homérica à Paideia clássica. Filosofia e Educação, v. 10, n. 1, p. 166-183, 2018.1

O artigo apresenta a gênese da educação grega e do ideal de formação do homem grego, por meio da compreensão do conceito de areté homérica e do o conceito de Paideia política. De acordo com Nunes (2017) “A Paideia grega configura uma vibrante forma de entender e de organizar a sociedade e a cultura humana”. (NUNES, 2017, p.2a). Contextualiza dois momentos históricos: o primeiro sobre transição da educação homérico para a educação pré-socrática ou cosmológico (do final do século VII ao final do século V a.C.), cujo momento representa a mudança da ateré homérica para a Paideia política; e o segundo momento sobre a educação no período socrático ou antropológico (do final do século V até o século IV a. C), no qual se consolida Paideia política ou filosófica.  Fundamenta-se na tradição epistemológica e política do materialismo histórico e dialético. Trata-se de estudo bibliográfico e histórico-crítico. Parte da análise das condições materiais, ou seja, as condições econômicas, sociais, políticas e históricas da transição da Paideia homérica para a Paideia política. Considera que no período primitivo e no período clássico grego constituiu-se o ideário do homem heroico e político. A educação é o princípio por meio do qual a comunidade humana conserva e transmite a sua peculiaridade física e espiritual.