A Hermenêutica na Ontologia Fundamental: a interpretação originária como o caráter e a unidade do pensar ontológico como tal em Heidegger
JOSÉ RICARDO BARBOSA DIAS
- Autor
- JOSÉ RICARDO BARBOSA DIAS
- Orientador(a)
- Miguel Antonio do Nascimento
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
- Programa
- FILOSOFIA (UFPE-UFPB-UFRN)
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2010
A hermenêutica no projeto de ontologia fundamental de Heidegger consiste numa Interpretação originária. Esta perfaz o caráter e a unidade do pensamento ontológico como tal de Heidegger. Dá-se dela uma determinação negativa e uma positiva. A primeira consiste em dizê-la como uma reação a Hegel no tocante ao tema do nada e seu nexo com o ser. A segunda, assentada na estrutura hermenêutica de Ser e tempo, consiste em afirmá-la segundo duas determinações, a saber: como silenciosa estranheza e como diferença ontológica. Esta última tem na secreta ambigüidade do on seu núcleo determinante. Nesta ambigüidade, na qual repousa a diferença originária, ou seja, a diferença ser e ente, a proposição ontológica fundamental emerge: ‚O ente está no ser?. O ser, por sua vez, está no nada e no sentido, ou seja, no estranho e na resistência a ele. Nisso o conteúdo de uma Interpretação originária se mostra e o pensar ontológico como tal de Heidegger tem seu caráter e unidade assegurados, uma vez que o sentido de hermenêutica como Interpretação originária é o mesmo em todo pensamento de Heidegger, bem como diz a natureza desse pensamento.
