A imperfeição da aristocracia: argumentos antagônicos entre Hobbes e Montesquieu em “Do Cidadão” e “Do Espírito das Leis”
Nathaniel Lovatto
- Autor
- Nathaniel Lovatto
- Revista
- Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
- Edição
- 13 / 3
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.26512/rfmc.v13i3.59898
- Páginas
- 13 - 48
- Idioma
- pt
Este estudo busca compreender por que Hobbes e Montesquieu chegaram a conclusões opostas sobre a aristocracia, enquanto concordam que ela é imperfeita em si mesma; ambos chegam a exprimir de modo parecido suas conclusões, o primeiro afirmando que a aristocracia precisa se afastar da democracia e se aproximar da monarquia, enquanto o segundo que ela deve se afastar da monarquia e se aproximar da democracia. Assim, faz-se uma abordagem panorâmica da teoria política dos dois filósofos e então adentra-se de modo mais atento nos capítulos em que levam às referidas conclusões. Os resultados encontrados apontam que eles criticam aspectos diferentes da aristocracia: Hobbes problematiza sua necessidade de deliberação, também presente em maior grau na democracia, o que faz com que defenda mais enfaticamente o governo monárquico; já Montesquieu problematiza a natureza contraditória da aristocracia em ser uma república fundada na desigualdade, sendo uma versão incompleta da república ideal, a democracia.
