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A importância dos sentimentos existenciais para a compreensão da enfermidade

Brenda Rossi Anhanha

Autor
Brenda Rossi Anhanha
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
24 / 1
Ano
2024
DOI
10.31977/grirfi.v24i1.3595
Páginas
71-83
Idioma
pt
2024Brenda Rossi Anhanha. A importância dos sentimentos existenciais para a compreensão da enfermidade. Griot : Revista de Filosofia, v. 24, n. 1, p. 71-83, 2024.2

Ao contrário das emoções, os sentimentos existenciais não são dirigidos a um objeto ou situação específica, mas são o pano de fundo afetivo através do qual a experiência como um todo é estruturada. Adicionalmente, os sentimentos existenciais são sentimentos corporais. Nesta direção, o presente artigo tem como objetivo apresentar a teoria dos sentimentos existenciais desenvolvida por Matthew Ratcliffe em Feelings of Being: Phenomenology, psychiatry and the sense of reality (2008) e o seu vínculo à noção de “dúvida corporal” desenvolvida por Havi Carel em Phenomenology of illness (2016), a fim de explicitar a importância dos sentimentos existenciais para a compreensão da experiência da enfermidade. O artigo é dividido em três seções: 1) Caracterização da natureza das emoções e dos sentimentos; 2) Caracterização dos sentimentos existenciais a partir da fenomenologia da experiência táctil, bem como a distinção entre sentimento existencial, emoção e sintonia afetiva; 3) Análise da alteração dos sentimentos existenciais pela dúvida corporal.