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A insustentável leveza do si: a ipseidade entre a existência e a narrativa

Vítor Hugo dos Reis Costa

Autor
Vítor Hugo dos Reis Costa
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
21 / 1
Ano
2021
DOI
10.31977/grirfi.v21i1.2122
Páginas
94-113
Idioma
pt
2021Vítor Hugo dos Reis Costa. A insustentável leveza do si: a ipseidade entre a existência e a narrativa. Griot : Revista de Filosofia, v. 21, n. 1, p. 94-113, 2021.3

O presente artigo tem como objetivo apresentar a pertinência do recurso da narração tanto na representação quanto da própria constituição da ipseidade. Para realizar esse intento, optou-se por uma estratégia comparativa entre uma posição antinarrativista e uma narrativista no que concerne aos poderes da narração em apreender e compor o domínio das identificações. Em um primeiro momento será realizada uma reconstrução das posições de Jean-Paul Sartre acerca da narração tendo por base a ontologia fenomenológica de O ser e o nada bem como as considerações sobre narrativa e identidade encontradas no romance A náusea e no texto de Diários de uma guerra estranha. O momento seguinte explorará os argumentos narrativistas de Alasdair MacIntyre em Depois da Virtude, de Charles Taylor em As fontes do self e, especialmente, de Paul Ricoeur em Tempo e narrativa e O si-mesmo como outro. Finalmente, no momento mais estritamente comparativo, pretende-se mostrar certas dificuldades da posição antinarrativista, bem como a fecundidade da posição narrativista, no que diz respeito ao distinto modo de administração da demanda por sentido no rechaço antinarrativista da identidade e do acolhimento do desafio de permanente elaboração de sentido da posição narrativista.