- Autor
- Hans Christian Klotz
- Revista
- Philósophos - Revista de Filosofia
- Edição
- 14 / 2
- Ano
- 2010
- DOI
- 10.5216/phi.v14i2.10157
- Páginas
- 13-31
- Idioma
- pt
Nos primeiros escritos da sua fase ienense, Hegel defende a concepção de uma identidade originária na qual a subjetividade seria “suspendida”. O presente trabalho visa explicitar essa concepção como uma contribuição para a teoria da intencionalidade que coloca em foco a unidade entre elementos conceituais e sensíveis (ou emocional-motivacionais) como condição da intencionalidade da percepção e do agir. Num primeiro passo, argumenta-se que nos seus escritos críticos Hegel entende por “filosofia da subjetividade” posições que envolvem uma concepção separadora acerca da relação entre pensamento e sensibilidade na percepção e no agir, estando ligada à noção do sujeito como controlador distanciado da sensibilidade. Portanto, a crítica hegeliana à filosofia da subjetividade dirige-se contra tal concepção da intencionalidade e do sujeito desta. Num segundo passo, aborda-se a alternativa hegeliana a essa imagem - a concepção da unidade indissolúvel do pensamento e da sensilidade como fundamento da percepção e do agir. Por fim, a imagem da autoconsciência adotada na Fenomenologia do Espírito é analizada como implicação dessa concepção da intencionalidade.
