Artigo
Ver fonte original- Autor
- HELIO LOPES SILVA
- Revista
- Trans/Form/Ação
- Edição
- 40 / 1
- Ano
- 2017
- DOI
- 10.1590/S0101-31732017000100003
- Páginas
- 25-50
- Idioma
- pt
2017HELIO LOPES SILVA. A LIBERDADE DE ESCOLHA EM BERGSON E SCHOPENHAUER. Trans/Form/Ação, v. 40, n. 1, p. 25-50, 2017.3
Eu mostro neste artigo que Schopenhauer e Bergson, mesmo abordando o problema da ação livre a partir de pontos de vista filosóficos opostos, concordam em caracterizar as ações humanas de um modo que não é nem determinista, nem compatível com a tese do liberum arbitrium. Schopenhauer, embora equivocadamente tente demonstrar a necessidade de tais ações, é obrigado a reconhecê-las como grundlos e imprevisíveis, enquanto Bergson, embora pretenda mostrá-las como sendo livres, ao final admite que elas não são objeto de uma escolha através da razão. Essa coincidência inesperada entre ambos os filósofos, a respeito do problema da liberdade da ação humana, será explorada neste texto.
